Labirinto feito de 250,000 livros.
aMAZEme: A Labyrinth Made from 250,000 Books from Christopher Jobson on Vimeo.
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aMAZEme
Minhas tendências
Tenho uma tendência natural a ir contra. Não porque é meu
estilo partir do outro ponto de vista. Naturalmente eu não gosto de lutas.
Nunca gostei de conflitos e quando alguém discorda fervorosamente com alguma
opinião eu tendo a calar. Tá certo. Cada um tem seu ponto de vista.
Tenho uma tendência natural a desconfiar de quem não gosta
do Capitão América. Nem quem não vai com a cara de puta no meio da rua. Puta
paga. Não, puta dada. Tenho receio de odiar quem diz que odeia filme de
faroeste. Quiçá ficção científica. Quando alguém diz que não entendeu ‘Onde os
Fracos não têm vez’, pra mim não merece assistir Blade Runner. Tenho uma
tendência natural a beber sempre a mesma bebida. Cerveja ou um Long Island Ice
Tea. Drink é coisa de viado? Ernest Hemingway adorava touradas, viajou o mundo
todo como jornalista, era boxeador e adorava brigar com qualquer um que
encontrasse, além de ter servido a marinha. Sua bebida favorita era o daiquiri.
Também gosto de cabelos. Extremos se encaixam mais aqui.
Cabelos coloridos ou sem química alguma, cabelos loiros platinados, vermelhos e
alaranjados, ou castanhos escuros, de preferência, naturalmente ondulados. Cabelos
grandes de Argentinas ou curtos francesinhos. Não gosto de unhas pintadas, mas
adoro as cores que as mulheres escolhem. Se mulher comprasse e consumisse como
homem, ia haver duas cores de esmalte. Preto-bar, Vermelho-futebol. Sobre extremos,
preciso decorrer mais um pouco. Alta ou baixinha, nunca a média. Sarada ou bem
magra, nunca a gorda. Tenho tendência a não gostar de gordas. Sem ofensas. É
pessoal. Tudo aqui é pessoal.
Não tenho mais do que dois pares de sapatos preferidos.
Normalmente, são só os que eu uso. Normalmente, eu me prendo á eles. Adidas SL
72. Se alguém achar um pra mim, eu pago um Long Island. Tenho tendência á pagar bebidas para amigos.
Dinheiro gasto entre amigos é sempre um dinheiro bem gasto. Mas nunca com
conhecidos. Eu tendo a ser direto e objetivo e não escondo meus sentimentos.
Não sou ciumento, mas preocupado. Não sou preguiçoso, mas sou relapso. Sou
perfeccionista no meu lar, mas desorganizado na minha vida. Estou indo bem até
agora. Ninguém morreu por causa de mim. Uma pena.
Se você nunca atirou em nada, você não sabe o que está
perdendo. A sensação de poder é incrível. Mas armas de fogo são para fracos.
Use um arco e flecha. Confie em mim. Quem ver vai achar maçante. Mas, quando
aquele pedaço de madeira fazer um zunido e passar como um zangão rente ao braço
de suporte, e você ouvir o ‘tum’ no alvo, você vai ter a tendência de querer
usar em algum objetivo vivo. Fique nos objetos estáticos. Confie em mim. Caçar
só é emocionante na prática. E coelhos são rápidos.
Tenho tendências a ouvir jazz. Amo rock n roll e qualquer
outra vertente. Mas eu sempre ouço Jazz numa banda de heavy metal. Quem não entende isso, eu vou contra. Odeio
luz fosforescente, mendigo sem senso de humor, quando a cerveja acaba, brigar
com familiares (porque não dá pra evitar e a intimidade faz com que não importa
o quanto você acabou a briga, ela continua), odeio barulho, mas ouço música
alta, odeio série de menininhas, mas assisto filme romântico, uma coisa é uma
história fru-fru por algumas horas, outra é fru-fru por alguns anos e ter que
acompanhar. Tenho tendência a exagerar, mas tudo que é demais cansa. Odeio moda
e suas tendências. Eu ainda vou aos mesmos lugares e frequento os mesmos bares,
as mesmas filas de banco, e, torço pelo mesmo time. Não tem essa de em São
Paulo eu torço pro Santos. Tomar no cú. E eu tenho tendência a xingar quando
não sou entendido. Vai ver se um gringo não sabe o significado universal de um
belo puta que pariu. Não adianta você me dizer que todo mundo faz, ou é a mesma
coisa, porque minha cabeça dinossauro ainda vai dizer pra mim que não. Seja plausível.
Tenho tendência a não entender “porquês sins”. Eu sou do contra. Mas só porque
eu não conheço o á favor e me parece que nada é á meu favor.
Então eu continuo com meus pisantes, meus filmes, minhas
bebidas, meus textos longos e mesmo
assim eu vou ser o mesmo e esperar você. Eu tenho uma tendência a esperar a mulher
que mais amo. Mesmo ela não sabendo disso.
tags cultura
I, pet goat II - Curta-metragem
Puta curta irado. Cheio de abstrações e subjetivismo. Falando sobre a crise atual, com símbolos e exposições surrealistas. Não precisa ser entendido, só pela beleza já vale a pena.
I, pet goat II from Heliofant on Vimeo.
Lights - Vogue
Dirigido por Yoann Lemoine. Um ótimo diretor de video-clips, Fotográfo e músico.
Têm um projeto chamado Woodkid e vai ser lançado seu primeiro LP no fim desse mês. Vale a pena conferir o trabalho do primeiro álbum aqui.
As melhores peças de 2011
Bom, o ano passou e eu preciso fazer um informativo cultural e encontrei essa lista bem definida e muito interessante desse ano.
"O FILHO ETERNO": Livro mais premiado de 2010, "O
filho eterno", de Cristovão Tezza, rendeu um dos espetáculos mais
comoventes deste ano. A história do pai que reluta em aceitar o filho
com Síndrome de Down, primeiro monólogo encenado pela Cia Atores de
Laura, estreou em junho e se$em cartaz até o fim do ano. Com direção de
Daniel Herz, o ator Charles Fricks (acima) transformou o palco do Oi
Futuro Flamengo numa arena de sentimentos conflitantes, humanizando
entre rompantes de ódio e ternura, com risos e muitas lágrimas, seu
difícil personagem.
"ESTAMIRA":
Em atuação impressionante, a atriz Dani Barros reproduziu a loucura e a
lucidez da catadora de lixo Estamira nesse monólogo, que estreou em
novembro, adaptado do documentário homônimo de Marcos Prado. Mesclando
experiências pessoais, ela fez o público que lotou o Porão da Laura
Alvim rir, chorar e aplaudir agradecido.
"PALÁCIO DO FIM":
Três narrativas dolorosas tendo como pano de fundo a Guerra do Iraque
levaram densidade à temporada de 2011. Dirigidos com sobriedade por José
Wilker, como três solos que se alternam, Vera Holtz (acima), Camila
Morgado e Antonio Petrin reforçaram, com suas atuações, o poder da
palavra, como pedia o texto da canadense Judith Thompson. Encenada em
outubro no Teatro Poeira.
"OS NÁUFRAGOS DA LOUCA ESPERANÇA":
A primeira passagem do Théâtre du Soleil pelo Rio marcou,
definitivamente, o ano. A construção de uma réplica da Cartoucherie —
extinta fábrica de armamentos que serve de sede à companhia, em Paris —
na HSBC Arena $muita gente, principalmente atores e diretores teatrais, à
Barra da Tijuca, em novembro. Em quatro horas de duração, conduzidas
com maestria e domínio pela diretora Ariane Mnouchkine, a peça "Os
náufragos da Louca Esperança" narra a história de um grupo de que decide
filmar as aventuras dos passageiros de um navio que parte do País de
Gales, em 1895, e naufraga na Terra do Fogo. A montagem é uma
deslumbrante ode ao refinamento e à meticulosidade de um trabalho
pensado em conjunto a cada cena.
"ATO DE COMUNHÃO":
Baseada em fatos, a montagem com texto do argentino Lautaro Vilo
estreou em abril no Sérgio Porto, servindo de veículo para uma
impressionante atuação de Gilberto Gawronski (na foto), no papel do
canibal que busca sua vítima por meio da internet. Duro, mas fascinante.
"UM VIOLINISTA NO TELHADO":
O emblemático musical da Broadway ganhou, em maio, uma encenação
impecável no Teatro Oi Casa Grande. Das versões das músicas aos
figurinos e cenários, coreografias originais de Jerome Robbins e um
elenco afinado (também literalmente), tudo deu certo. E o público lotou
as sessões. Se a competência de Claudio Botelho e Charles Möeller não é
mais uma surpresa, a dupla conseguiu o seu momento de encanto ao escalar
José Mayer (ao lado, com Soraya Ravenle) para o papel de Tevye,
protagonista da trama passada numa aldeia da Rússia czarista. A atuação
carismática e vigorosa do ator, mais identificado, nos últimos tempos,
com a televisão, confirmou: o palco ama José Mayer.
"HELL":
Em maio, Barbara Paz dominou o palco com sua interpretação de uma jovem
consumista, afundada em drogas, bebida e sexo, no espetáculo adaptado
(por Hector Babenco, também diretor, e Marco Antonio Braz) do livro de
mesmo nome da francesa Lolita Pille.
"O IDIOTA": A
encenação de Cibele Forjaz com a Mundana Companhia estreou em junho, no
Espaço Tom Jobim, proporcionando um passeio singular pelo universo do
romance de Dostoiévski. Resultado de longo trabalho de pesquisa, o
espetáculo, com excelentes desempenhos, foi um acontecimento.
"JUDY GARLAND — O FIM DO ARCO-ÍRIS":
Claudia Netto encarnou Judy Garland neste musical que estreou em
novembro no Teatro Fashion Mall, mais um com a assinatura Botelho &
Möeller. Ao lado de um impecável Gracindo Júnior, Claudia (à esquerda)
deu um show, fascinando o público.
"R&J DE SHAKESPEARE — JUVENTUDE INTERROMPIDA":
A inteligente adaptação de Joe Calarco para "Romeu e Julieta" estreou
em janeiro. E chamou a atenção com a fluente tradução de Geraldo
Carneiro, a direção imaginativa de João Fonseca e o elenco com atuação
bem acima da média.
Matéria e lista retirada do Segundo Caderno e na íntegra aqui.
tags cultura, espetaculos, teatro
Don Juan
Está em cartaz na Lapa, a montagem mais recente de Don Juan de Moliére. Baseado no conto popular: O CONVIDADO DE PEDRA, o público é convidado á ver as desventuras de um grupo de teatro itinerante do séc. XVI que tenta montar de improviso a peça mais crítica do dramaturgo francês que zombava dos céus e da nobreza ao colocar Don Juan enfrentando suas virtudes, medos e um rival que retorna do além.
Composto por nove atores, com metade do elenco se revezando nos personagens típicos da Commedia Dell’arte, você vê em cena um trabalho feito com bastante energia, rapidez e comicidade que varia do mais bobo ao inteligente. O grupo se formou para concluir o curso profissionalizante de Artes Cênicas da Escola de Teatro Leonardo Alves (ETLA). Com o potencial que vimos no texto e na diversidade de atuações dentro do grupo nada mais objetivo e claro que continuar um trabalho que têm tudo para dar certo.
Composto por nove atores, com metade do elenco se revezando nos personagens típicos da Commedia Dell’arte, você vê em cena um trabalho feito com bastante energia, rapidez e comicidade que varia do mais bobo ao inteligente. O grupo se formou para concluir o curso profissionalizante de Artes Cênicas da Escola de Teatro Leonardo Alves (ETLA). Com o potencial que vimos no texto e na diversidade de atuações dentro do grupo nada mais objetivo e claro que continuar um trabalho que têm tudo para dar certo.
Porque dar certo? A peça fala de um grupo que viaja de cidade em cidade para apresentar um espetáculo. Quando começa a peça somos apresentados aos personagens de uma forma caricata, espalhafatosa que permeia uma atmosfera de quase diversão de improviso pelos atores. A quantidade de informação e expressão só aumenta mais ainda com a sonoplastia feita ao vivo por todo o elenco que ensaiou durante 5 meses esta montagem linda, mambembe e de riso fácil.
A peça esta em cartaz no Centro do Teatro do Oprimido (CTO), número 31. Próximo á Pizzaria Guanabara, ao lado do “Vendo, não vendo”. Todos os sábados ás 20:00 horas com o valor de R$20,00.
Viradão Carioca, ultimo dia!
Confesso que acredito que era disso que o rio de janeiro precisava. De um evento que voltasse com a moral e auto-estima do carioca. Esse é o principal motivo de eu estar colocando a programação dos shows aqui.
Sem mais delongas o que rola na Lapa e arredores:
PROGRAMAÇÃO DE DOMINGO:
DOMINGO - 25/04/2010
PALCO PRAÇA XV
17:00 - SÉRGIO LOROZA
19:00 - GERALDO AZEVEDO
21:00 - MILTON NASCIMENTO
23:00 - DIOGO NOGUEIRA
ARCOS DA LAPA – ANFITEATRO
15:00 - MERCADO DOS ARCOS
MORRO DOS PRAZERES - SANTA TEREZA
20:00 - LUIZA DIONÍSIO
tags cultura, espetaculos, lapa, rio, shows, viradao carioca
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