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aMAZEme

terça-feira, 14 de agosto de 2012 0 aperitivos

Labirinto feito de 250,000 livros.

aMAZEme: A Labyrinth Made from 250,000 Books from Christopher Jobson on Vimeo.

Minhas tendências

0 aperitivos


Tenho uma tendência natural a ir contra. Não porque é meu estilo partir do outro ponto de vista. Naturalmente eu não gosto de lutas. Nunca gostei de conflitos e quando alguém discorda fervorosamente com alguma opinião eu tendo a calar. Tá certo. Cada um tem seu ponto de vista.
Tenho uma tendência natural a desconfiar de quem não gosta do Capitão América. Nem quem não vai com a cara de puta no meio da rua. Puta paga. Não, puta dada. Tenho receio de odiar quem diz que odeia filme de faroeste. Quiçá ficção científica. Quando alguém diz que não entendeu ‘Onde os Fracos não têm vez’, pra mim não merece assistir Blade Runner. Tenho uma tendência natural a beber sempre a mesma bebida. Cerveja ou um Long Island Ice Tea. Drink é coisa de viado? Ernest Hemingway adorava touradas, viajou o mundo todo como jornalista, era boxeador e adorava brigar com qualquer um que encontrasse, além de ter servido a marinha. Sua bebida favorita era o daiquiri.
Também gosto de cabelos. Extremos se encaixam mais aqui. Cabelos coloridos ou sem química alguma, cabelos loiros platinados, vermelhos e alaranjados, ou castanhos escuros, de preferência, naturalmente ondulados. Cabelos grandes de Argentinas ou curtos francesinhos. Não gosto de unhas pintadas, mas adoro as cores que as mulheres escolhem. Se mulher comprasse e consumisse como homem, ia haver duas cores de esmalte. Preto-bar, Vermelho-futebol. Sobre extremos, preciso decorrer mais um pouco. Alta ou baixinha, nunca a média. Sarada ou bem magra, nunca a gorda. Tenho tendência a não gostar de gordas. Sem ofensas. É pessoal. Tudo aqui é pessoal.
Não tenho mais do que dois pares de sapatos preferidos. Normalmente, são só os que eu uso. Normalmente, eu me prendo á eles. Adidas SL 72. Se alguém achar um pra mim, eu pago um Long Island.  Tenho tendência á pagar bebidas para amigos. Dinheiro gasto entre amigos é sempre um dinheiro bem gasto. Mas nunca com conhecidos. Eu tendo a ser direto e objetivo e não escondo meus sentimentos. Não sou ciumento, mas preocupado. Não sou preguiçoso, mas sou relapso. Sou perfeccionista no meu lar, mas desorganizado na minha vida. Estou indo bem até agora. Ninguém morreu por causa de mim. Uma pena.
Se você nunca atirou em nada, você não sabe o que está perdendo. A sensação de poder é incrível. Mas armas de fogo são para fracos. Use um arco e flecha. Confie em mim. Quem ver vai achar maçante. Mas, quando aquele pedaço de madeira fazer um zunido e passar como um zangão rente ao braço de suporte, e você ouvir o ‘tum’ no alvo, você vai ter a tendência de querer usar em algum objetivo vivo. Fique nos objetos estáticos. Confie em mim. Caçar só é emocionante na prática. E coelhos são rápidos.
Tenho tendências a ouvir jazz. Amo rock n roll e qualquer outra vertente. Mas eu sempre ouço Jazz numa banda de heavy metal.  Quem não entende isso, eu vou contra. Odeio luz fosforescente, mendigo sem senso de humor, quando a cerveja acaba, brigar com familiares (porque não dá pra evitar e a intimidade faz com que não importa o quanto você acabou a briga, ela continua), odeio barulho, mas ouço música alta, odeio série de menininhas, mas assisto filme romântico, uma coisa é uma história fru-fru por algumas horas, outra é fru-fru por alguns anos e ter que acompanhar. Tenho tendência a exagerar, mas tudo que é demais cansa. Odeio moda e suas tendências. Eu ainda vou aos mesmos lugares e frequento os mesmos bares, as mesmas filas de banco, e, torço pelo mesmo time. Não tem essa de em São Paulo eu torço pro Santos. Tomar no cú. E eu tenho tendência a xingar quando não sou entendido. Vai ver se um gringo não sabe o significado universal de um belo puta que pariu. Não adianta você me dizer que todo mundo faz, ou é a mesma coisa, porque minha cabeça dinossauro ainda vai dizer pra mim que não. Seja plausível. Tenho tendência a não entender “porquês sins”. Eu sou do contra. Mas só porque eu não conheço o á favor e me parece que nada é á meu favor.
Então eu continuo com meus pisantes, meus filmes, minhas bebidas, meus textos longos  e mesmo assim eu vou ser o mesmo e esperar você. Eu tenho uma tendência a esperar a mulher que mais amo. Mesmo ela não sabendo disso. 

I, pet goat II - Curta-metragem

quinta-feira, 28 de junho de 2012 0 aperitivos

Puta curta irado. Cheio de abstrações e subjetivismo. Falando sobre a crise atual, com símbolos e exposições surrealistas. Não precisa ser entendido, só pela beleza já vale a pena.


I, pet goat II from Heliofant on Vimeo.

Lights - Vogue

domingo, 6 de maio de 2012 0 aperitivos

Dirigido por Yoann Lemoine. Um ótimo diretor de video-clips, Fotográfo e músico.
Têm um projeto chamado Woodkid e vai ser lançado seu primeiro LP no fim desse mês. Vale a pena conferir o trabalho do primeiro álbum aqui.

As melhores peças de 2011

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 0 aperitivos

Bom, o ano passou e eu preciso fazer um informativo cultural e encontrei essa lista bem definida e muito interessante desse ano.



"O FILHO ETERNO": Livro mais premiado de 2010, "O filho eterno", de Cristovão Tezza, rendeu um dos espetáculos mais comoventes deste ano. A história do pai que reluta em aceitar o filho com Síndrome de Down, primeiro monólogo encenado pela Cia Atores de Laura, estreou em junho e se$em cartaz até o fim do ano. Com direção de Daniel Herz, o ator Charles Fricks (acima) transformou o palco do Oi Futuro Flamengo numa arena de sentimentos conflitantes, humanizando entre rompantes de ódio e ternura, com risos e muitas lágrimas, seu difícil personagem.

"ESTAMIRA": Em atuação impressionante, a atriz Dani Barros reproduziu a loucura e a lucidez da catadora de lixo Estamira nesse monólogo, que estreou em novembro, adaptado do documentário homônimo de Marcos Prado. Mesclando experiências pessoais, ela fez o público que lotou o Porão da Laura Alvim rir, chorar e aplaudir agradecido.

"PALÁCIO DO FIM": Três narrativas dolorosas tendo como pano de fundo a Guerra do Iraque levaram densidade à temporada de 2011. Dirigidos com sobriedade por José Wilker, como três solos que se alternam, Vera Holtz (acima), Camila Morgado e Antonio Petrin reforçaram, com suas atuações, o poder da palavra, como pedia o texto da canadense Judith Thompson. Encenada em outubro no Teatro Poeira.

"OS NÁUFRAGOS DA LOUCA ESPERANÇA": A primeira passagem do Théâtre du Soleil pelo Rio marcou, definitivamente, o ano. A construção de uma réplica da Cartoucherie — extinta fábrica de armamentos que serve de sede à companhia, em Paris — na HSBC Arena $muita gente, principalmente atores e diretores teatrais, à Barra da Tijuca, em novembro. Em quatro horas de duração, conduzidas com maestria e domínio pela diretora Ariane Mnouchkine, a peça "Os náufragos da Louca Esperança" narra a história de um grupo de que decide filmar as aventuras dos passageiros de um navio que parte do País de Gales, em 1895, e naufraga na Terra do Fogo. A montagem é uma deslumbrante ode ao refinamento e à meticulosidade de um trabalho pensado em conjunto a cada cena.

"ATO DE COMUNHÃO": Baseada em fatos, a montagem com texto do argentino Lautaro Vilo estreou em abril no Sérgio Porto, servindo de veículo para uma impressionante atuação de Gilberto Gawronski (na foto), no papel do canibal que busca sua vítima por meio da internet. Duro, mas fascinante.

"UM VIOLINISTA NO TELHADO": O emblemático musical da Broadway ganhou, em maio, uma encenação impecável no Teatro Oi Casa Grande. Das versões das músicas aos figurinos e cenários, coreografias originais de Jerome Robbins e um elenco afinado (também literalmente), tudo deu certo. E o público lotou as sessões. Se a competência de Claudio Botelho e Charles Möeller não é mais uma surpresa, a dupla conseguiu o seu momento de encanto ao escalar José Mayer (ao lado, com Soraya Ravenle) para o papel de Tevye, protagonista da trama passada numa aldeia da Rússia czarista. A atuação carismática e vigorosa do ator, mais identificado, nos últimos tempos, com a televisão, confirmou: o palco ama José Mayer.

"HELL": Em maio, Barbara Paz dominou o palco com sua interpretação de uma jovem consumista, afundada em drogas, bebida e sexo, no espetáculo adaptado (por Hector Babenco, também diretor, e Marco Antonio Braz) do livro de mesmo nome da francesa Lolita Pille.

"O IDIOTA": A encenação de Cibele Forjaz com a Mundana Companhia estreou em junho, no Espaço Tom Jobim, proporcionando um passeio singular pelo universo do romance de Dostoiévski. Resultado de longo trabalho de pesquisa, o espetáculo, com excelentes desempenhos, foi um acontecimento.

"JUDY GARLAND — O FIM DO ARCO-ÍRIS": Claudia Netto encarnou Judy Garland neste musical que estreou em novembro no Teatro Fashion Mall, mais um com a assinatura Botelho & Möeller. Ao lado de um impecável Gracindo Júnior, Claudia (à esquerda) deu um show, fascinando o público.

"R&J DE SHAKESPEARE — JUVENTUDE INTERROMPIDA": A inteligente adaptação de Joe Calarco para "Romeu e Julieta" estreou em janeiro. E chamou a atenção com a fluente tradução de Geraldo Carneiro, a direção imaginativa de João Fonseca e o elenco com atuação bem acima da média.

Matéria e lista retirada do Segundo Caderno e na íntegra aqui.

Don Juan

quinta-feira, 30 de setembro de 2010 0 aperitivos


 Está em cartaz na Lapa, a montagem mais recente de Don Juan de Moliére. Baseado no conto popular: O CONVIDADO DE PEDRA, o público é convidado á ver as desventuras de um grupo de teatro itinerante do séc. XVI que tenta montar de improviso a peça mais crítica do dramaturgo francês que zombava dos céus e da nobreza ao colocar Don Juan enfrentando suas virtudes, medos e um rival que retorna do além.

Composto por nove atores, com metade do elenco se revezando nos personagens típicos da Commedia Dell’arte, você vê em cena um trabalho feito com bastante energia, rapidez e comicidade que varia do mais bobo ao inteligente. O grupo se formou para concluir o curso profissionalizante de Artes Cênicas da Escola de Teatro Leonardo Alves (ETLA). Com o potencial que vimos no texto e na diversidade de atuações dentro do grupo nada mais objetivo e claro que continuar um trabalho que têm tudo para dar certo.

Porque dar certo? A peça fala de um grupo que viaja de cidade em cidade para apresentar um espetáculo. Quando começa a peça somos apresentados aos personagens de uma forma caricata, espalhafatosa que permeia uma atmosfera de quase diversão de improviso pelos atores. A quantidade de informação e expressão só aumenta mais ainda com a sonoplastia feita ao vivo por todo o elenco que ensaiou durante 5 meses esta montagem linda, mambembe e de riso fácil.

A peça esta em cartaz no Centro do Teatro do Oprimido (CTO), número 31. Próximo á Pizzaria Guanabara, ao lado do “Vendo, não vendo”. Todos os sábados ás 20:00 horas com o valor de R$20,00. 
Informações: (21) 9376.0595

Viradão Carioca, ultimo dia!

domingo, 25 de abril de 2010 0 aperitivos



Confesso que acredito que era disso que o rio de janeiro precisava. De um evento que voltasse com a moral e auto-estima do carioca. Esse é o principal motivo de eu estar colocando a programação dos shows aqui.
Sem mais delongas o que rola na Lapa e arredores:

PROGRAMAÇÃO DE DOMINGO:

DOMINGO - 25/04/2010

PALCO PRAÇA XV
17:00 - SÉRGIO LOROZA
19:00 - GERALDO AZEVEDO
21:00 - MILTON NASCIMENTO
23:00 - DIOGO NOGUEIRA

ARCOS DA LAPA – ANFITEATRO
15:00 - MERCADO DOS ARCOS

MORRO DOS PRAZERES - SANTA TEREZA
20:00 - LUIZA DIONÍSIO